O loteamento da Vila Romana foi planejado no século XIX, com chácaras possuindo áreas com cerca de dez mil metros quadrados. Seus primeiros moradores, de origem italiana, batizaram o bairro e suas ruas com os nomes de personagens históricos da Roma Antiga. No final dos anos 1950, a Vila Romana transformou-se em um bairro de classe média, ocupado por moradores que trabalhavam nas fábricas do bairro ou de bairros vizinhos, como a Pompéia.

Alguns dos grandes quarteirões das antigas chácaras foram ocupados por fábricas, como a Cia Melhoramentos de São Paulo, na rua Tito, e a fábrica de biscoitos Matarazzo Petybon, nas esquinas da Rua Aurélia com a Rua Fábia e Rua Coriolano.

Descubra e inspira-te

Cia Melhoramentos

A Companhia Melhoramentos de São Paulo, conhecida como Cia Melhoramentos, é uma empresa brasileira fundada em 1890 e que possui um histórico de grande importância na economia e na cultura do país. A empresa foi criada com o objetivo de fomentar a industrialização e o desenvolvimento do estado de São Paulo, atuando em diversos segmentos ao longo dos anos.

A Cia Melhoramentos teve início como uma companhia de melhoramentos urbanos, responsável por obras públicas e privadas. Com o tempo, diversificou suas atividades, passando a atuar também em áreas como papel e celulose, reflorestamento, agronegócio e, mais tarde, no setor editorial.

A área editorial da Cia Melhoramentos tem destaque na história da empresa, tendo sido uma das principais editoras do Brasil. A Melhoramentos publicou uma variedade de livros didáticos, literários e de referência, incluindo a primeira edição do livro “O Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato, que foi um marco na literatura infanto-juvenil brasileira.


Além disso, a Cia Melhoramentos foi pioneira na fabricação de papel no Brasil, utilizando eucalipto como matéria-prima e incentivando o reflorestamento. A empresa também desempenhou um papel importante na expansão do agronegócio e na modernização da gricultura no país.

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editora melhoramentos localizada no bairro da vila romana, sp

Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo

A menos de 3 km, estava instalado um gigante da economia brasileira: as Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo (IRFM), com 100 mil metros quadrados. O local caracterizava-se por suas imensas chaminés de tijolos, que podiam ser avistadas de muito longe, estando preservadas pelo patrimônio histórico.

Após o fechamento das IRFM, o prédio se transformou em um centro cultural e, hoje, hospeda diversos eventos culturais e sociais, com seu espaço inteiramente dedicado à cultura e arte, se tornando um Centro Cultural de Produções Independentes e levando o local a ganhar o apelido de Liverpool brasileira.

É possível ver as imponentes chaminés, que foram restauradas, preservando todo o seu charme.

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Canon Eos 3000-Fuji superia xtra 400. https://www.flickr.com/photos/mlsirac/8079946843

O bairro Vila Romana atualmente

A arquitetura da Vila Romana é caracterizada por uma mistura de estilos, refletindo a diversidade e a evolução do bairro ao longo dos anos. No entanto, é possível encontrar algumas construções típicas da influência italiana, como casas térreas e sobrados com fachadas de tijolos aparentes, janelas e portas em arco e telhados de telhas cerâmicas.

Além disso, algumas ruas do bairro ainda preservam calçamentos de paralelepípedos, que remetem à época de sua fundação.
As casas da Vila Romana sempre tinham um quintal com árvores frutíferas e, por menor que fosse a moradia, era comum que mais de uma família morasse nelas. As casas deste período dão um charme especial ao bairro, mesclando modernidade e história.

Nos últimos anos, a Vila Romana também tem passado por um processo de verticalização, com o surgimento de prédios residenciais modernos. Apesar disso, o bairro ainda mantém sua atmosfera tranquila e acolhedora, com ruas arborizadas e praças que convidam ao lazer e à convivência.

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paisagem panorâmica do bairro da vila romana

Personagens históricos que dão nome às ruas da Vila Romana

Rua Aurélia

Víbia Aurélia Sabina nasceu por volta do ano 170. Era conhecida como Aurélia Sabina, foi uma nobre romana, filha mais nova do imperador Marco Aurélio e da imperatriz consorte Faustina, a Jovem. 

Seus avós maternos eram o imperador Antonino Pio e a imperatriz-consorte Faustina, a Velha, e os paternos eram Domícia Lucila e o pretor Marco Ânio Vero.

Por toda sua infância, Aurélia Sabina viajou por todo o Império na companhia dos pais. Em algum momento antes da morte de Marco Aurélio, em 180, ela foi prometida em casamento ao senador africano Lúcio Antíscio Burro, oriundo de Tíbilis, uma cidade perto de Hipo Régio na província romana da África, com quem mais tarde se casou.

Depois da morte de seu pai, Cômodo, seu irmão mais velho, ascendeu ao trono. Aurélia Sabina e Antíscio Burro se casaram em Roma e foram para Tíbilis, onde passaram a morar. Em 181, seu marido serviu como cônsul e em 188 ele se viu envolvido juntamente com vários outros senadores numa conspiração contra Cômodo e acabou sendo condenado à morte e executado.

Aurélia Sabina não estava envolvida e sobreviveu às perseguições do irmão sem nunca sair da África romana. Ela se casou novamente, desta vez com Lúcio Aurélio Agáclito, um liberto grego de status equestre, e com ele viveu até a morte em Tíbilis. Aparentemente os dois não tiveram filhos.

Por causa de sua relação com a família imperial, Aurélia Sabina se tornou uma proeminente cidadã romana na região. Segundo inscrições encontradas em Tíbilis, ela foi uma importante benfeitora da cidade e de seus cidadãos, que fizeram dela uma cidadã honorária. Mesmo a vizinha cidade romano-bérbere de Calama foi promovida a colônia com o patrocínio de Aurélia Sabina.

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palazzo Massimo alle Terme, public domain, via Wikimedia Commons

Rua Caio Graco

Caio Semprônio Graco nasceu no ano 154 a.C. e foi um político da época da República Romana, no século II a.C. Era irmão de Tibério Graco.

Ambos foram eleitos tribunos da plebe e acabaram sendo vítimas dos senadores, insatisfeitos com as medidas populistas defendidas por eles. Com suas propostas de leis agrarias, eles queriam transferir riquezas dos ricos para a plebe, especialmente as terras conquistadas em tempos de guerra.

Era um grande orador e ferrenho defensor de reformas políticas em favor da plebe, o que o levou à morte pelas mãos dos senadores romanos, em 121 a.C..

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VladoubidoOo, CC BY-SA 3.0 , via Wikimedia Commons

Rua Camilo

Marcus Furius Camillus, nasceu em 446 a.C., foi um brilhante soldado romano e grande estadista, que veio a ser homenageado após o saque de Roma pelos gauleses em 390 a.C., como o segundo fundador da cidade.

Camilo celebrou quatro triunfos e serviu cinco vezes como ditador de Roma. Sua maior vitória foi como ditador em 396 a.C., quando conquistou a cidade etrusca de Veii. Ele foi novamente nomeado ditador em 390 a.C., quando os gauleses capturaram Roma, e ele teria derrotado os invasores. Essa vitória, no entanto, foi provavelmente inventada para contrabalançar a derrota de Roma para os gauleses no rio Allia no mesmo ano. Depois disso, ele lutou com sucesso contra os Aequi, Volsci, Etruscos e Gauleses.

 

Embora um patrício consciente de seu interesse de classe, ele introduziu o pagamento do exército no cerco de Veii e, percebendo a necessidade de fazer concessões aos plebeus, ele aceitou as leis de reforma Lex Licinia Sextia em 367 a.C. Embora os escritores romanos possam ter exagerado Com suas realizações, Camilo claramente desempenhou um papel dominante na recuperação de Roma nas décadas após o saque gaulês da cidade. 

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Sailko, CC BY 3.0 , via Wikimedia Commons

Rua Catão

Marcus Porcius Cato foi um político e escritor da gente Pórcia da República Romana, eleito cônsul em 195 a.C. com Lúcio Valério Flaco. Ficou conhecido como Catão, o Velho, para distingui-lo de seu bisneto, Marco Pórcio Catão, o Jovem.

Catão era de uma antiga família plebeia que havia se destacado no serviço militar, mas que ainda não havia conseguido desempenhar nenhuma função na magistratura política. Foi criado segundo as tradições de seus antepassados latinos e estudou a agricultura, atividade que desempenhava quando não estava em campanha. Apesar disso, Catão chamou a atenção de Lúcio Valério Flaco, que o levou até Roma e ajudou-o, com sua influência, a galgar os diversos degraus do cursus honorum: tribuno em 214 a.C., questor em 204 a.C., pretor em 198 a.C., cônsul em 195 a.C. (serviram juntos) e, finalmente, censor em 184 a.C.

Como censor, Catão se destacou por sua defesa conservadora das tradições romanas contra o luxo e a frivolidade da corrente helenística oriunda do contato cada vez maior de Roma com o oriente. Por conta disto, durante o seu mandato como censor, protagonizou um duro embate contra Cipião Africano, o herói da Segunda Guerra Púnica. Como político, Catão se destacou como o maior defensor e grande impulsionador da Terceira Guerra Púnica contra Cartago.

 

Em suas campanhas militares, Catão lutou contra os cartagineses na Segunda Guerra Púnica, entre 217 e 207 a.C., e participou da Batalha de Metauro, na qual Asdrúbal Barca foi morto. Como resultado destas batalhas, Roma anexou todos os territórios cartagineses na Península Ibérica e foi nomeado procônsul. Durante seu mandato, serviu na Hispânia Citerior, onde dirigiu uma campanha vingativa, eliminando os celtiberos insurgentes e tratando a população em geral com extrema dureza. Em 191 a.C., interveio, como tribuno militar, na guerra na Grécia contra o Império Selêucida de Antíoco III, o Grande, participando da Batalha de Termópilas (191 a.C.), que deu a vitória aos romanos.

 

É considerado o primeiro escritor importante a escrever prosa em latim e foi o primeiro autor de uma história da Itália nesta língua. Alguns historiadores argumentaram que, se não fosse pelo impacto provocado por suas obras, o grego teria substituído o latim como língua literária em Roma. Seu manual “De Agri Cultura” (também chamado de “De Re Rustica”), que significa “Sobre a Agricultura” ou “Das Coisas Rústicas”, é a única obra sua a ter sobrevivido completa. Nela, entre muitos outros temas, está descrito o ritual da “suovetaurília”. Segundo Plutarco, Catão, o Velho, era loiro e de olhos azuis

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Head of a Roman Patrician, CC BY-NC-SA 2.0, via flickr.com

Rua Cláudio

Apesar de suas deficiências físicas, falta de experiência política, ser considerado tolo e sofrer complexos de inferioridade por causa de provocações desde a sua infância, sendo estigmatizado por sua própria mãe, Cláudio foi um brilhante estudante, governante e estrategista militar, além de ser querido pelo povo.

Tibério Cláudio César Augusto Germânico nasceu em 1 de agosto de 10 AC. Foi o quarto imperador romano da dinastia júlio-claudiana, e governou de 24 de janeiro de 41 d.C. até a sua morte em 54 d.C.

Nascido na atual Lyon, na Gália, foi o primeiro imperador romano nascido fora da península Itálica.

O seu governo foi de grande prosperidade na administração e no terreno militar. Durante o seu reinado, as fronteiras do Império Romano foram expandidas, produzindo-se a conquista da Britânia. O imperador tomou um interesse pessoal no Direito, presidindo juízos públicos e chegando a promulgar vinte éditos por dia. Em qualquer caso, foi visto como uma personagem vulnerável, especialmente entre a aristocracia. Cláudio viu-se, portanto, obrigado a defender constantemente a sua posição descobrindo sedições, o que se traduziu na morte de muitos senadores romanos

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Emperor Claudius, CC BY-NC-SA 2.0, via flickr.com

Rua Coriolano

Caio Márcio Coriolano foi um ousado e controverso general da República Romana no século V a.C. Ele recebeu seu apelido, “Coriolano”, ainda muito jovem, por sua bravura no cerco romano à cidade volsca de Corioli no ano 489 a.C.

Foi um líder antipopulista, eterno inimigos dos plebeus, vistos por ele como covardes e sanguessugas. Em 491 a.C., dois anos depois da vitória de Coriolano sobre os volscos, Roma estava se recuperando de uma falta de cereais. Uma importante quantidade era importada da Sicília e o Senado debatia a melhor forma de distribuir os alimentos para a plebe. Coriolano defendeu que os cereais só deveriam ser distribuídos se fossem revertidas medidas pró-plebeias aprovadas no ano anterior, gerando revolta da plebe, que o obrigou a fugir para salvar sua vida. Ele pediu asilo aos volscos, onde foi recebido como amigo e tratado com respeito por seu líder, Átio Tulo Aufídio.

Como vingança, em 488 a.C., Coriolano e Aufídio lideraram o exército volsco contra cidades, colônias e aliados de Roma, expulsando todos os colonos de Circeios. Em seguida, os dois conseguiram retomar as antigas cidades de Sátrico, Longula, Polusca e Corioli. Sem interrupção, os volscos capturaram ainda Lavínio, depois Córbio, Vitélia, Trébia, Lavici e Pedo. Roma somente foi poupada depois que vários emissários imploraram a Coriolano misericórdia, o que só foi concedida depois que sua própria mãe, Vetúria e sua esposa Volúmnia com seus dois filhos imploraram que Coriolano parasse de atacar Roma.

Sua saga é retratada na obra “Coriolano” de Shakespeare e na peça teatral Coriolan (1804), de Heinrich Joseph von Collin. A Ouvertüre Coriolan op.62 (1807), de Beethoven, foi escrita como música de cena para a peça de Collin

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Gavin Hamilton - Coriolanus Act V, Scene III, Public Domain, via wikimedia.org

Rua Crasso

Marco Licínio Crasso (114–53 a.C.), em latim Marcus Licinius Crassus, foi um general e político romano do fim da antiga República Romana que comandou a vitória decisiva de Lucio Cornélio Sula e esmagou a revolta dos escravos liderada por Espártaco.

Mais conhecido como Crasso, o Triunviro, ele nasceu numa das famílias mais ricas de Roma. Conquistou uma enorme fortuna durante sua vida e é considerado o homem mais rico da história de Roma, detentor de uma das maiores fortunas da história. Comandou a vitória decisiva sob o comando de Lucio Cornélio Sula durante a guerra civil e esmagou a revolta dos escravos liderada por Espártaco.

Depois que Sula assumiu a ditadura, Crasso ganhou muito dinheiro em especulação imobiliária. Como patrono de Júlio César, Crasso se juntou a ele e Pompeu na aliança política não oficial conhecida como Primeiro Triunvirato. Juntos, os três dominaram completamente o sistema político romano.

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Otto van Veen, Public domain, via Wikimedia Commons

Rua Duilio

Caio Duílio (em latim: Gaius Duilius) é um dos grandes heróis romanos da Primeira Guerra Púnica.

Não se sabe muito sobre sua família ou sobre os primeiros anos de sua carreira, pois ele era um homem novo, ou seja, não pertencia a nenhuma família tradicional da aristocracia romana.

Ele conseguiu, mesmo assim, ser eleito cônsul com Cneu Cornélio Cipião Asina em 260 a.C., o quinto ano da Primeira Guerra Púnica. Como parceiro júnior do patrício Cneu Cornélio Cipião Asina, Duílio recebeu o comando da frota de retaguarda e não esperava ver muita ação. Porém, a inocência de Cipião Asina fez com que ele fosse capturado na Batalha das ilhas Líparas, deixando Duílio como comandante principal da frota. Ele teve que enfrentar Aníbal Giscão e o resto da frota cartaginesa logo depois.

A Batalha de Milas, logo em seguida, foi uma acachapante vitória para Roma, principalmente por causa do uso do corvo (corvus), um mecanismo de abordagem das naus inimigas. Duílio capturou diversas delas, incluindo a nau capitânia de Giscão, tornando-se assim o primeiro almirante romano vitorioso numa batalha naval. Ele realizou um triunfo, no qual exibiu as proas de ataque das naus de guerra cartaginesas, que depois adornariam a coluna erigida em sua homenagem no Fórum Romano. Em Roma, ele também teve a honra de ser acompanhado por dois servos, um carregando uma tocha e outro tocando uma flauta, sempre que saía à noite. 

 

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Gabriel de Saint-Aubin, Public domain, via Wikimedia Commons

Rua Espártaco

Talvez o mais famoso gladiador de todos os tempos, Espártaco (em latim Spartacus) foi o líder da mais célebre revolta de escravos na Roma Antiga, conhecida como “Terceira Guerra Servil”, “Guerra dos Escravos” ou “Guerra dos Gladiadores”.

Ele nasceu na Trácia, uma área onde estão localizados os estados modernos dos Bálcãs, incluindo Turquia, Bulgária e Grécia. Embora pouco se saiba sobre o início da vida de Spartacus, os historiadores acreditam que ele pode ter servido no exército romano.

Spartacus foi vendido como escravo, talvez devido à rebelião ou deserção do exército. Ele foi enviado para a escola de treinamento de gladiadores em Cápua em 73 aC Logo depois, ele escapou com cerca de 70 outros gladiadores e reuniu seus seguidores no vizinho Monte Vesúvio. Gradualmente, mais escravos fugitivos juntaram-se às suas fileiras. Estima-se que havia 90.000 a 100.000 homens ao todo. Juntos, eles usaram táticas de guerrilha para lutar contra os ataques romanos.

Após cerca de um ano, o grupo se mobilizou e começou a viajar por todo o Império Romano. Eles marcharam para o norte até a Gália (a França dos dias modernos). Roma inicialmente considerou a revolta um incômodo. Com cada vitória de Spartacus, no entanto, os líderes romanos começaram a levar o grupo mais a sério. Em 71 a.C., o general Marcus Licinius Crassus derrotou o exército rebelde na Lucânia, cerca de 56 quilômetros (35 milhas) a sudeste de Nápoles. Acredita-se que Spartacus tenha morrido nesta batalha. Cerca de 6.000 homens sobreviveram à batalha, mas mais tarde foram capturados e crucificados pelo exército romano.

Spartacus há muito serve de inspiração para aqueles que buscam se revoltar contra o governo opressor. Ele foi considerado um líder corajoso e capaz que lutou contra tremendas adversidades com notável sucesso.

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spartacus sculpture, CC0 1.0, via pxhere.com

Rua Fábia

Fábia foi uma sacerdotisa Vestal, meia-irmã de Terência, esposa de Cícero.

As vestais eram sacerdotisas romanas responsáveis por manter aceso o fogo sagrado da deusa Vesta, que se localizava no centro geográfico, religioso e administrativo de Roma.

O fogo é um símbolo comum em diversas tradições, em Roma e em outras tradições como no mito grego de Prometeu, simboliza a chama divina, a mente pura do Ser Humano, capaz de abrir o pórtico de entrada para estados superiores de consciência para elevar-se até o divino dentro de si mesmo
As vestais, na Roma Antiga, cultuavam a deusa romana Vesta, a deusa dos lares, que garantia a paz.

Uma das construções arquitetônicas mais antigas da cidade de Roma é a do Atrium Vestae, ou Templo de Vesta, que leva o nome da deusa para a qual foi edificado.

Era um sacerdócio exclusivamente feminino, restrito a seis mulheres que seriam escolhidas entre a idade de 6 a 10 anos, servindo por trinta anos.

Durante esse período, as virgens vestais eram obrigadas a preservar sua virgindade e castidade, pois qualquer atentado a esses símbolos de pureza significariam um sacrilégio aos deuses romanos e, portanto, também à sociedade romana.

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Vestals, Two Vestals by the circle of Johann Baptist von Lampi the Elder 18th-19th century, CC BY-NC-SA 2.0, via flickr.com

Rua Faustolo

Segundo a mitologia romana, Rômulo e Remo são dois irmãos gêmeos que estão diretamente ligados à fundação de Roma, tendo sido Rômulo, especificamente, o fundador da cidade.

Segundo a lenda, filhos do Rei Marte e de Reia, os irmãos foram atirados a um rio para morrerem afogados.

No entanto, acabaram por sobreviver e foram encontrados na margem do Rio Tibre por uma loba, que passou a amamentá-los. 

Posteriormente, foram encontrados por um pastor de ovelhas chamado Fáustulo, que os criou como filhos. Quando os gêmeos atingiram a idade adulta, Fáustulo encaminhou-os a Gabi (cidade entre Roma e Prenesta) para receberem educação conveniente à sua classe. 

Fáustulo foi morto quando tentava impedir uma luta entre Rômulo e Remo. Foi sepultado no local onde mais tarde se constituiria o Fórum Romano. Sobre seu túmulo erigiu-se a estátua de um leão.

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Pietro da Cortona, Public domain, via Wikimedia Commons

Rua Marcelina

Marcelina de Roma ou Santa Marcellina nasceu em Roma, no ano 327, sobre o domínio do Império de Constantino Magno. Filha de uma família nobre e muito conhecida, todos acreditavam que a jovem seria da alta sociedade e teria um casamento ilustre com algum homem da nobreza, porém, a história de Marcelina seguiu por outra direção.

Aos 13 anos, Marcelina perdeu seu pai repentinamente e, pouco antes de atingir seus 20 anos de idade, também perdeu sua mãe. As mortes abalaram os corações dos filhos, mas Marcelina tinha uma grande responsabilidade nas mãos: criar seus dois irmãos mais novos. E foi o que ela fez, com dedicação e esperança em que o futuro deles seria de paz.

Mesmo dedicando seu tempo à criação dos irmãos, ela decidiu que teria uma vida consagrada a Deus e, para isso, recusou os pedidos de casamento e permaneceu virgem. Contudo, essa atitude não foi bem recebida pela sociedade da época. Para a população, não fazia sentido tal decisão tão fora do comum. Marcelina foi ainda mais julgada quando renunciou sua fortuna para levar uma vida simples. 

Sua dedicação aos ensinamentos católicos era tão plena que, em uma noite de Natal, no ano de 353, Marcelina foi agraciada com o véu da consagração, dada pelas mãos do Papa Libério. O pontífice afirmou que Marcelina – que na época tinha apenas 25 anos – ainda influenciaria muitos jovens – e essas palavras se concretizaram. Para aumentar seus conhecimentos e conseguir levar as palavras de Cristo para cada mais pessoas, principalmente aos mais novos, Marcelina intensificou seus estudos e acolheu diversas virgens que também desejavam seguir seu caminho. Todas elas ajudavam os doentes e realizavam trabalhos para amparar os mais pobres. Marcelina faleceu em 17 de julho de 397 e seu corpo foi sepultado na Basílica Santambrosiana, em Milão. Porém, seu legado não acabou aí; sua fé e devoção ganharam tanta força que, em 1838, o Beato Luigi Biraghi criou a Congregação das Irmãs Marcelinas, na mesma cidade em que Marcelina morreu. Seguindo o exemplo da santa, a Congregação ajuda e educa jovens que querem ter uma vida baseada na fé cristã.

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Aandersonrc, CC BY-SA 4.0 , via Wikimedia Commons

Rua Marco Aurélio

Marcus Aurelius Antoninus foi o último dos Cinco Bons Imperadores de Roma durante o século II d.C. (após Nerva, Trajano, Adriano e Antonino Pio). Ele é um lembrete de que, apesar de que “o poder absoluto corrompe absolutamente”, esse nem sempre é o caso.

Na época de sua morte, ele era uma das pessoas mais poderosas da Terra. Ele poderia ter qualquer coisa que quisesse, e poucos ousariam desafiá-lo em qualquer coisa, mesmo assim ele provou ser merecedor do poder que detinha. Sob Marco Aurélio, o império foi guiado pela virtude e sabedoria.

O governo de Marco Aurélio não foi um período fácil para a República Romana. Os últimos anos do Imperador Antonino Pio viram o império ser atacado por todos os lados. A guerra parta durou de 161 a 166. Enquanto os romanos ganhavam a guerra, eles trouxeram de volta uma praga que mataria 5 milhões de pessoas. Os gauleses estavam atacando a fronteira romana do norte, tanto na Gália quanto do outro lado do Danúbio. Se isso não bastasse, o cristianismo estava crescendo e assumindo um poder político cada vez maior.

 

Durante uma de suas campanhas, Marco Aurélio escreveu Meditações, um marco da filosofia estoica que guiou homens e mulheres poderosos e comuns por milhares de anos, obra lida até hoje. O diário mostra que o mais poderoso homem do planeta estava passando pelos mesmos problemas com que lidamos hoje – os mesmos problemas que enfrentaremos amanhã.

Ele viveu sua filosofia tanto na vida privada quanto na pública, ao consistentemente colocar as necessidades das pessoas antes de seus próprios desejos ou visões de glória e trabalhar para o bem comum. É entre as ironias da história, porém, que seu reinado se caracterizou por guerras incessantes e pela perseguição à nova seita religiosa do Cristianismo. Mesmo assim, ele conduziu campanhas com sucesso na Germânia e administrou os negócios do império com eficiência. Ele morreu de causas naturais após uma doença em 180 d.C e foi imediatamente deificado.

 

Nos dias modernos, ele é provavelmente mais conhecido no popular filme Gladiador como o pai de Commodus, cuja decisão de deixar o filho como sucessor serve de ponto de partida para o enredo do filme. Ao contrário de sua descrição no filme, Marco Aurélio não foi morto por Commodus e, de fato, este co-governaria com seu pai de 177 a 180 d.C., o sucedendo sem oposição. Infelizmente para o Império, ele se provaria ser um dos piores governantes que Roma teria de suportar e sua reputação sofreu ainda mais quando comparado a seu pai.

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equestrian statue of marcus aurelius by steven zucker, CC BY-NC-SA 2.0, via flickr.com

Rua Mario

Gaius Marius (157 a.C. – 86 a.C.) foi um político da República Romana. É conhecido como o “terceiro fundador de Roma” por suas vitórias militares. Os outros dois fundadores foram o próprio Rômulo e Marco Fúrio Camilo, que expulsou os gauleses da Itália séculos antes.

Foi eleito cônsul por sete vezes, um feito sem precedentes na história de Roma. Destacou-se ainda por suas reformas militares, especialmente por autorizar o recrutamento de cidadãos romanos sem terras para o exército e por reorganizar a estrutura das legiões em divisões menores, chamadas coortes, dando origem às legiões que perdurariam pelo resto da história romana.

O historiador Plutarco dedicou-lhe um dos volumes em “Vidas Paralelas”, comparando-o a Pirro, rei do Epiro.

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Joseph Kremer, Public domain, via Wikimedia Commons

Rua Scipião

Publius Cornelius Scipio Africanus Maior, mais conhecido apenas como Cipião Africano era filho do cônsul de 218 a.C., Públio Cornélio Cipião.

Ele foi um dos maiores generais romanos de toda a história, derrotando Aníbal na Batalha de Zama, encerrando a Segunda Guerra Púnica.

Foi também um grande estadista e político romano da família dos Cipiões, da aristocracia Cornélia da República Romana. Foi eleito cônsul por duas vezes, em 205 e 194 a.C.

A primeira notícia sobre a vida pública de Cipião data de 218 a.C., quando, com apenas 17 anos, serviu no exército do pai na desastrosa Batalha de Ticino. Aníbal havia acabado de cruzar os Alpes e encontrou o exército do cônsul Públio Cornélio Cipião, pai de Cipião Africano, que foi derrotado e gravemente ferido, sendo salvo, segundo Tito Lívio, pelo filho:

“…seu pai lhe havia entregado o comando de uma turma de cavaleiros especialmente selecionados para garantir a segurança pessoal do cônsul; ele [Públio], quando do decorrer da batalha, percebeu que seu pai, junto com somente dois ou três cavaleiros, estava cercado pelo inimigo e havia sido perigosamente ferido, inicialmente tentou incitar os homens que estavam próximos para que fossem socorrer o pai; quando percebeu que eles, diante do grande número de inimigos que cercavam seu pai, titubearam e se acovardaram, conta-se que ele, com incrível audácia, se lançou sozinho à carga contra os inimigos que haviam cercado seu pai. Somente então que os outros cavaleiros se sentiram na obrigação de atacar. Os inimigos surpreendidos se puseram em fuga e Públio Cipião [pai], salvo de uma maneira um tanto inesperada, foi o primeiro a saudar, na presença de todos, o próprio filho como seu salvador”.

        

O pai, cônsul e comandante das forças militares romanas na região, quis, por conta do comportamento heroico demonstrado pelo filho, recompensá-lo com a coroa cívica, mas Cipião recusou dizendo “que seu ato foi recompensado por si“. Seja como for, o ato lhe valeu uma fama de valoroso e bravo entre os romanos.

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Giovanni Battista Tiepolo, Public domain, via Wikimedia Commons

Rua Tito

Tito Flávio César Vespasiano Augusto nasceu no ano de 39, filho mais velho de Vespasiano. Tito alcançou renome como comandante militar ao servir sob as ordens do seu pai na Judeia, durante o conflito conhecido como a primeira guerra judaico-romana que ocorreu entre os anos de 67 e 70.

Após a nomeação de seu pai como imperador, recaiu sobre Tito a responsabilidade de acabar com os judeus sediciosos, tarefa realizada satisfatoriamente após sitiar e destruir Jerusalém (70), cujo templo foi demolido no incêndio. A sua vitória foi recompensada com um triunfo e comemorada com a construção do Arco de Tito. Seu pai o associou, a partir de 71, ao poder tribunício. Tito governou com grande popularidade após a morte de Vespasiano a 23 de junho de 79 e é considerado como um bom imperador por Suetônio e outros historiadores contemporâneos.

Decorridos cerca de dois meses do reinado de Tito, aconteceu uma das maiores tragédias que já se abateram sobre o Império Romano: a grande erupção do Vesúvio que soterrou Pompéia e Herculano, entre outras cidades. A conduta de Tito após a catástrofe do Vesúvio foi digna de um grande estadista. Ele visitou pessoalmente a região afetada, criou um fundo para assistência às vítimas, tomou medidas para o reassentamento dos sobreviventes e organizou uma comissão do Senado para deliberar sobre medidas adicionais de auxílio. Entretanto, pouco tempo depois, na primavera de 80 D.C., estando o Império ainda traumatizado pela destruição na Itália, uma nova tragédia aconteceria: um novo incêndio de Roma. Novamente, Tito, que ainda estava na Campânia supervisionando as medidas de apoio à população afetada pela erupção do Vesúvio, foi incansável nas ações de assistência aos desabrigados. 

Para alguns dos supersticiosos romanos, e certamente para a maior parte dos judeus e cristãos, essas tragédias eram uma punição pela destruição do Templo de Jerusalém. Mas o reinado de Tito não seria marcado pela tristeza. Em uma espécie de compensação do destino pelos desastres sucessivos, ficou a cargo de Tito terminar e inaugurar o magnífico e grandioso Amphitheatrum Flavium (Anfiteatro Flávio), que ficaria conhecido popularmente como Coliseu.

Tito também construiu e inaugurou, no mesmo período que o Coliseu (80-81 D.C.), as suas Termas ou Banhos de Tito, para o uso da população de Roma e que, assim como no caso do Coliseu, aproveitaram a infraestrutura da Domus Aurea. Embora não fossem muito grandes, comparados com os complexos de banhos que os imperadores construiriam nos séculos posteriores, as Termas de Tito foram as terceiras termas públicas construídas em Roma, após as Termas de Agripa e as Termas de Nero. Segundo Suetônio, nas suas Termas, Tito costumava banhar-se junto com os demais frequentadores do povo.

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Sailko, CC BY 3.0 , via Wikimedia Commons

Rua Vespasiano

Tito Flávio Vespasiano nasceu no ano 9 d.C.
Foi um grande imperador romano, o primeiro da dinastia Flaviana, que ocupou o poder em 69, logo após o suicídio de Vitélio e o conturbado ano dos quatro imperadores.

Foi proclamado imperador pelos seus próprios soldados em Alexandria. Sucederam-lhe, sucessivamente, dois dos seus filhos, Tito e Domiciano. Era trabalhador, econômico e enérgico. Lutou contra os judeus durante a Primeira Guerra Judaico-Romana, onde foi proclamado imperador por suas tropas. Iniciou a construção do Coliseu de Roma.

De origem modesta, descendia de uma família da ordem equestre que atingira o classe senatorial durante os reinados dos imperadores da dinastia júlio-claudiana. Designado cônsul em 51, ganhou renome como comandante militar, destacando-se na invasão romana da Britânia no ano 43. Comandou as forças romanas que fizeram face à primeira guerra judaico-romana de 66. Quando se dispunha a sitiar Jerusalém, a capital rebelde, o imperador Nero suicidou-se, mergulhando o império num ano de guerras civis conhecido como o “ano dos quatro imperadores”. Após a rápida sucessão e falecimento de Galba e Otão e a ascensão ao poder de Vitélio, os exércitos das províncias do Egito e Judeia proclamaram Vespasiano imperador a 1 de julho de 69. No seu caminho para o trono imperial, Vespasiano aliou-se com o governador da província da Síria, Caio Licínio Muciano, quem conduziu as tropas de Vespasiano contra Vitélio, enquanto o próprio Vespasiano tomava o controle sobre a província do Egito. A 20 de dezembro, Vitélio foi derrotado e no dia seguinte Vespasiano foi proclamado imperador pelo senado.

Pouca informação sobreviveu aos dez anos de governo de Vespasiano. Destaca-se o programa de reformas financeiras que promoveu, tão necessário após a queda da dinastia júlio-claudiana, a sua bem-sucedida campanha militar na Judeia e os seus ambiciosos projetos de construção como o Anfiteatro Flávio, conhecido popularmente como o Coliseu Romano. Instituiu um imposto sobre a urina humana, ingrediente chave na indústria antiga da lavagem e processamento de tecidos, justificando com a famosa frase: Pecunia non olet (“Dinheiro não tem cheiro”).

Reformulou o senado e a Ordem Equestre e desenvolveu um sistema educativo mais amplo. Reprimiu a sublevação da Gália, mas incompatibilizou-se com os meios senatoriais.

O período de seu governo ficou marcado por uma eficaz administração econômica quer na capital do império quer nas províncias, com um aumento significativo do tributo anual e a implementação de medidas econômicas muito mais severas, o que permitiu atingir níveis de progresso assinaláveis nas finanças do Estado, tendo inclusive angariado fundos para a construção do templo dedicado a Júpiter Capitolino e para o Coliseu de Roma. Após a sua morte a 23 de junho de 79, foi sucedido no trono pelo seu filho maior, Tito.

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The Colosseum in Rome, Italy, CC BY-SA 2.0, via flickr.com

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